A agricultura pertence ao setor primário de atividade desenvolvida pelo Homem que permite a sua alimentação e perpetuação da espécie humana. Ao longo dos tempos, os solos têm sido usados de forma exaustiva para produções em grande escala que deterioram as suas propriedades químicas, físicas e biológicas. Com o uso indiscriminado de fertilizantes sintéticos e fitofármacos observou-se a erradicação de espécies animais e plantas que mantinham o equilíbrio da vida na Terra. Por consequência, a qualidade da alimentação ficou severamente comprometida, levando a comunidade científica a mudar o curso da investigação para a produção de alimentos mais ricos e livres de resíduos nocivos à saúde. Instaurou-se assim na agricultura o recurso ao uso da “química verde” que pressupõe o uso de processos industriais mais seguros e sustentáveis, atuando ao nível molecular para alcançar a sustentabilidade ambiental e económica.
A atividade a desenvolver terá como tema principal a “Saúde do Solo” e o papel fundamental da ciência na coexistência de todas as formas de vida. A conversão por parte dos produtores para o modo de produzir alimentos em “Agricultura regenerativa” é um passo fundamental para ser criado um sistema de produção agrícola que vise a restauração e melhoria da saúde do solo e do ecossistema, em vez de esgotá-lo. Este sistema de produção permite a melhoria da capacidade de nutrição do solo às culturas instaladas com a alteração das práticas agrícolas.
A componente prática incluirá a exemplificação prática de procedimentos de laboratório na determinação de parâmetros químicos do solo e a importância de se enquadrarem nos valores limites para uma determinada cultura. Serão debatidos os resultados e a forma mais correta de atuar em campo, incentivando-se ainda ao debate de ideias sobre a importância de cada um na manutenção da saúde alimentar.
