Proteína de inseto é farinha num "pão que sabe a pão" e dá passos em Portugal

Os insetos comestíveis já não se servem no prato, mas são farinha num “pão que sabe a pão” e constituem uma “alternativa sustentável às proteínas tradicionais”, num negócio a dar os primeiros passos em Portugal, explicou esta sexta-feira o B2ECoLAB.

“Há 10 anos, os insetos eram vistos como algo exótico. Atualmente estamos a incorporar esta fonte concentrada de proteína em produtos familiares, como pão, massas, bolachas, barritas, de maneira a que o sabor não seja comprometido”, descreveu à Lusa Ana Rita Ribeiro, gestora de projetos no B2ECoLAB, um Laboratório Colaborativo de Bioeconomia Azul com sede em Matosinhos, no distrito do Porto.

Assim, quando o inseto é “incorporado num pão ou numa barrita, vai ser saboroso e ter características sensoriais a que o consumidor está habituado”, pelo que “um pão sabe a pão e uma barrita sabe a uma barrita”, assegurou a responsável, no Dia Mundial do Inseto Comestível.

O debate da alimentação sustentável tem sido muito acesa nestes últimos anos, e com a introdução de insetos na nossa alimentação, o tema pegada ecológica alimentar voltou a estar em cima da mesa.

Sabias que os alimentos que consumimos diariamente têm diferentes impactos no ambiente? Desde a quantidade de água necessária para a sua produção até à ocupação do solo e às emissões de gases com efeito de estufa, as nossas escolhas alimentares podem fazer a diferença na proteção do planeta.

Desafiamos os alunos a investigar e comparar o impacto ambiental de diferentes fontes de proteína, como a carne de vaca, a carne de aves, as leguminosas e os insetos. A ideia será pesquisar os recursos necessários para a sua produção e construir um infográfico que apresente os resultados. Afinal, qual será a fonte de proteína com menor pegada ambiental?